Determinada, sento sobre você e busco um encaixe. “Não me olhe assim. Você fica por cima sempre. Hoje é a minha vez!” ― digo, marota. Sinto o encaixe e faço pequenos movimentos para frente e para trás. “Relaxe ― peço, acariciando seu tórax. ― Não é dolo. É astúcia”. Fecho os olhos e sinto o meu corpo pulsando sobre você. Começo a acelerar o movimento aos poucos. Sinto o fogo se alastrar pelas minhas costas e solto um gemido. Com os olhos semiabertos, beijo-o com todo este fogo. “Relaxe ― insisto. ― Sinta Troia incendiar ― convido-o, mordiscando sua orelha. ― Relaxe. Você não é meu prisioneiro. Você pode me acariciar quando quiser. Pode, inclusive, me ajudar a acelerar o movimento”. Você me acaricia um tanto desconcertado, até que se permite queimar junto comigo. “Isso… Assim…” ― digo, quase num gemido, quando você desce pelas minhas costas e puxa meu bumbum para frente. E o nosso movimento ganha cada vez mais velocidade e não há mais nada que possa deter a destruição de Troia. “AHHHHHHHHHH” ― gememos em alto e bom som quando gozamos. Pronto. Agora já posso ruir junto com Troia e afundar em seu peito. Contudo, ainda sinto o meu corpo pulsar e arder por alguns segundos.
― Não sei porque chamam esta posição de Cavalo de Troia ― diz você.
― Por que a mulher fica por cima? ― arrisco.
― Talvez. É ela que faz todo o movimento. O homem fica sem reação.
― Hummm… O homem pode se divertir também, se quiser ― provoco.
― O seu fogo não acaba nunca?
― Não! ― sorrio, matreira. ― E chega de blá, blá, blá. Vamos nos divertir! ― digo, calando-o com um beijo.

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