
A frase.
Que é a frase?
Frase é bicho solto.
Às vezes, é centopeia.
Não acaba nunca!
E cada vírgula é uma
perninha da centopeia.
Você já viu uma frase
assim andando por aí?
Eu já vi um bocado.
Também já vi outras
espécies de frases ainda mais assombrosas.
Você já viu uma
lagartixa?
Uma vez, cortei o
rabo de uma e ela continuou andando!
Você acredita nisso?
Pois deixe-me contar
um segredo: existe a frase lagartixa!
É aquela que, mesmo
pela metade, ainda segue em frente.
Você já viu uma frase
assim?
Conseguiu entender o
que ela dizia?
Ou você é um telepata
que consegue ler a mente do autor?
Se for, me ensine
como fazer isso.
Estou cansada de as
frases caírem no abismo e eu cair junto com elas.
Mas antes quero lhe
apresentar uma terceira espécie de frase.
Você já girou no seu
próprio eixo, como uma bailarina?
O que você sentiu?
Aposto que se sentiu
tonto.
Talvez até tenha
tropeçado nos próprios pés.
Pois existem frases
que são exatamente assim.
O autor gira tanto em
torno das ideias
que, na hora de
escrever,
está tonto e não acerta
as próprias palavras.
Você já viu uma frase
assim?
Eu fico tonta só de
olhar!
Por fim, existe a
frase formiguinha.
Se você parar para
observar as formigas trabalhando,
vai ver que uma
formiguinha segue atrás da outra,
numa filinha indiana
linda!
Pense em cada formiga
dessas como uma palavra da frase.
Assim, a frase é uma
sequência de formiguinhas, todas alinhadas uma após a outra.
Esta é a melhor frase
que existe,
pois é a frase que o
leitor consegue entender sem muito esforço.
E esta espécie de frase, na língua portuguesa,
pode ser resumida na seguinte fórmula:
1º. O sujeito;
2º. O verbo;
3º. Os complementos.
Lembre-se das
formiguinhas em fila indiana e tudo dará certo.
No mais, solte suas
ideias. Elas não merecem ficar presas dentro da sua mente.
Elas merecem, sim,
ser compartilhadas com todo mundo.
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